Sobre nós  Contatos

São Josemaría, o amor ao Papa e o Concílio Vaticano II

Muitas vezes, somos tomados pelo medo de como reagir diante de abusos por parte dos sacerdotes. São Josemaría Escrivá viveu na época anterior durante e após o Concílio Vaticano II, hoje vamos aprender com a sua reação diante do que acontecia.

Antes disso, precisamos entender que o Santo era apaixonado pelo Papa, de tal forma que diziam que ele tinha 3 amores: Jesus, Maria e o Santo Padre. Certa vez, em Roma, da varanda de seu aposento podia ver os aposentos do Papa. A noite, pelas janelas iluminadas do Palácio, quase podia ver a silhueta do Papa Pio XII dormindo, ficou tão comovido que passou a noite na varanda rezando pelo sono do Santo Padre. Josemaría dizia aos membros da Obra “Quando fordes velhos e eu tiver ido dar contas a Deus, direis ao vossos irmãos que o Padre amava o Papa com todas as suas forças”.

No próprio dia de sua morte, quis deixar as claras esse amor pelo Papa, encarregou dois de seus filhos de visitarem uma pessoa e a pedissem que esta levasse ao Papa Paulo VI seu testemunho de fidelidade e união através da seguinte mensagem “Há anos que ofereço a Santa Missa pela Igreja e pelo Papa […] Hoje mesmo renovei este meu oferecimento a Deus pelo Papa”. Mais tarde, teve uma reunião familiar e formativa com suas filinhas do Colégio Romano Santa Maria, pedia a elas para “Ajudar esta Igreja Santa, nossa Mãe, que está tão necessitada, que está passando tão mal no mundo, neste momento! Temos de amar muito a Igreja e o Papa, seja ele quem for. Pedi ao Senhor que nosso serviço seja eficaz para sua Igreja e para o Santo Padre”. Passados vinte minutos, começou a sentir-se mal, e em Roma veio a falecer.

Em janeiro de 1959 São João XXIII surpreendeu o mundo com o anúncio do Concílio ecumênico, alguns dos filhos de São Josemaría tomaram parte no Concílio (entre os quais, Beato Álvaro), o Padre via no Concílio a confirmação no espírito do Opus Dei, e disse “Uma das minhas maiores alegrias foi ver como o Concílio Vaticano II proclamou com grande clareza o chamado a vocação divina do laicato”. Durante o Concílio o padre trabalhou, orou, e fez muitas penitencias para que o Espírito Santo guiasse a Igreja, e pedia a todos os seus filhos e filhas o mesmo.

Josemaría ganhou de seus filhos uma escultura antiga da Virgem Maria em tamanho real, após a imagem passar pelo restauro exigiu que fosse colocada em um local adequado e que sempre tivesse flores frescas aos seus pés. Queria assim desagravar pelas imagens retiradas, confessionários eliminados, eucaristia ignorada, dogmas atacados, obediência ridicularizada e piedade esquecida.

Terminado o Concílio, muitas interpretações próprias e aventureiras dos textos haviam surgido. Dizia ele “Sofro muitíssimo, meus filhos. Estamos a viver um momento de loucura. As almas, aos milhões, sentem-se confusas. Há um grande perigo que, na prática, se esvaziem de conteúdo todos os sacramentos- todos, até o baptismo- e os próprios mandamentos da lei de Deus percam o seu sentido nas consciências”.

Diante das rebeldias com o Papa, convidava a rezar muito pelo Papa atual e pelo Papa que virá e será mártir desde o primeiro dia, escreveu uma longa carta aos seus filhos para que defendessem qualquer possível ataque a autoridade do Romano Pontífice.

Definiu esse tempo como tempo de rezar e sofrer, em 1970 pediu que se comprassem milhares de terços e distribuía-os a quem quer que fosse visita-lo, pedindo para rezar pela Igreja. Começou a fazer uma série de peregrinações marianas, com tristeza no coração, que só era tranquilizada pela sólida esperança sobrenatural e por um bom humor instintivo.

Desde 1970 o padre quis empreender longas catequeses itinerantes em vários países, se entre os fiéis a confusão e dúvidas reinavam, era tempo de, como o Santo dizia, “descer a arena”, para fortificar a fé e proclamar a boa doutrina.

Muitas vezes, nós julgamos as situações e os fatos tristes que ocorrem, mas esquecemos de fazer nossa humilde contribuição: rezar, fazer penitências e desagravar os Corações de Jesus e Maria. Que São Josemaría seja nosso exemplo! Ao invés de colocar a culpa no próximo, que tal rezar, nos sacrificar e ensinar a quem tem sede a verdade?

Deus te abençoe, Salve Roma!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Privacy Preference Center