Neste ano de 2020, em 20 de fevereiro celebramos o Centenário da partida de Santa Jacinta Marto à Pátria Celeste e seu grande Holocausto de Amor à Deus e à Santíssima Virgem.
A Pequena Jacinta, pastorinha de Fátima, foi vítima da tenebrosa Gripe Espanhola. A pandemia da época infectou cerca de 500 milhões de pessoas e tirou a vida de pelo menos 17 milhões de pessoas, podendo ter matado até mais de 100 milhões, segundo alguns historiadores. Os cadáveres jaziam na porta das casas, atraindo até urubus.
Vivemos hoje o terror assombroso do novo coronavírus, que chegou a média de, em poucas horas, matar milhares de pessoas ao redor do mundo. A letalidade sem precedentes históricos da gripe espanhola fez com que governos e universidades investissem em pesquisas sobre epidemiologia e infectologia, coisa que hoje colhemos muitos frutos e temos muito mais armas pra lutar contra a epidemia mais letal da era moderna.
Mas como Santa Jacinta, viveu este tempo de pandemia?
Como havia pedido Nossa Senhora: Firmeza, Serenidade e Penitência.
Nem mesmo na solidão da doença, quando lhe foi negada a possibilidade da comunhão ou quando a ferida que lhe penetrava o peito a fazia sofrer, perdeu a serenidade própria de quem confia e de quem ama, ao jeito de Nossa Senhora, sua mestra na Escola de Santidade, como afirmou o Papa São João Paulo II.
A impossibilidade de receber os sacramentos é também a realidade de muitos ao redor do mundo — inclusive em nossa diocese — e podemos cair no erro de cair no desespero e murmuração. Foi também a realidade de santa Jacinta, que uniu também esta privação à Cruz do Senhor, pela conversão dos pecadores.
Podemos estar privados da vivência dos Sacramentos, mas não estamos privados de Deus, de amar e de oferecer-se ao Imaculado Coração de Maria.
As próprias enfermeiras ficaram escandalizadas com a resistência e paciência heroicas da santa que passou por uma cirurgia — praticamente sem anestesia — onde se tiraram 2 de suas costelas para aplicar o medicamento em seu pulmão. Imagine, pois, a dor que viveu a santa.
Essas ocasiões são tempos favoráveis para que cresçamos em Santidade.
Diz Santo Tomás de Aquino que o tempo de flagelo é para o Crescimento na Virtude.
São Francisco Marto, o pastorinho de Fátima também faleceu devido à mesma pandemia que varreu a Europa em 1918.
Rezemos e Soframos com Confiança e Firmeza, Esperança e Prudência, Silêncio e Serenidade contando com a intercessão destes santos e de Nossa Senhora de Fátima.
São Francisco e Santa Jacinta Marto, rogai por nós!