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O que são Virtudes?

Olá jovens, Salve Maria Santíssima!

No Catecismo da Igreja Católica (CIC), entre os diversos temas que são abordados um deles são as virtudes. Ele explica que a virtude é o hábito do bem, uma disposição estável em nós para agir bem, ela se opõe a tudo o que é vício(hábito do mal). Nós não conseguimos entrar na vida de perfeição sem a prática das virtudes.  Ser uma pessoa virtuosa é livremente praticar o bem.

Padre Paulo Ricardo, disse certa vez que:

“O homem virtuoso é o homem como Deus o pensou.”

No parágrafo 1803 do CIC está escrito: ‘’…A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite a pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si.Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, o procura e o escolhe na prática. O objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus’’

As virtudes são divididas em dois tipos, sendo elas as virtudes teologais e cardeais, iremos começar pelas teologais.

As virtudes teologais são infusas em nós por Deus no sacramento do batismo e da confirmação(crisma) e se referem a Deus de forma direta, tendo Deus como origem, causa e objeto. Nos são dadas por Deus para nos tornar capazes de agir como seus dignos filhos.

São elas:

  • a fé;
  • a esperança e
  • a caridade.

A é a virtude pela qual cremos em Deus, em tudo que por Ele foi revelado a nós e em tudo que a Santa Igreja nos propõe a crer.

Por outro lado, está escrito nas Sagradas Escrituras que a fé sem obras é morta, ela deve ser acompanhada da caridade/amor e da esperança. Não podemos reter para nós nossa fé, mas estarmos a todo tempo testemunhando-a.

É relatado no Evangelho que Jesus disse: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” Mt 10, 32-33

A virtude da esperança é a virtude teologal pela qual colocamos toda nossa confiança nas promessas de Cristo e no desejo da felicidade da vida eterna, não nos apoiando em nós mesmos mas na graça que vem de Deus.

No Evangelho de Mateus, Jesus diz: “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados!…” Mt5, 4-6

Nessa narração, vê-se claramente uma manifestação da esperança, a qual é depositada ao povo pelo próprio Cristo, que por ser um Deus sem mácula essa esperança não nos decepciona (cf. Rm 5,5).

Outra comparação a ser feita é que ela é como uma arma que protege-nos no combate: “Revestidos com a couraça da fé e do amor, tendo a esperança da salvação como capacete’’ (cf. 1Ts 5,8)

A caridade é a virtude pela qual amamos a Deus, sobre todas as coisas por si próprio e ao próximo como a nós mesmos, por amor a Deus.

São Paulo fala na primeira carta aos Coríntios: “se não tivesse a caridade, nada seria”, assim entendemos que a caridade se faz superior a todas as virtudes e é a primeira das virtudes teologais. O apóstolo também diz: “Permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Mas a maior delas é o amor.”

O exercício de todas as virtudes é, em cada um de nós, animado e inspirado pela caridade.

Existem também as virtudes cardeais ou humanas são as virtudes ligadas diretamente aos nossos costumes, são desenvolvidas em nós pelo esforço e prática de aperfeiçoamento. Elas regulam nossos atos, ordenam nossas paixões e nos guiam segundo a razão e a fé. Gerando em nós domínio, alegria e facilidade para levar uma vida moralmente boa. Essas virtudes são adquiridas de forma humana, através de um educar de si mesmo.

As virtudes humanas se fundamentam nas virtudes teologais (explicadas anteriormente), as quais lhe dão forma e vivificam.

A prudência é a virtude que nos conduz e ajuda a discernir as atitudes corretas para realizar o bem em cada circunstancia particular.  É chamada de ‘’auriga virtutum’’, ou seja: portadora das virtudes,  porque conduz as outras virtudes indicando regra e a medida.

É por meio dessa virtude que seguimos corretamente os princípios morais em casos particulares e superamos as dúvidas sobre o bem a praticar e o mal a evitar.

A justiça é a virtude pela qual damos a Deus e ao nosso próximo o que lhes é de direito. São duas vias: ser justo com Deus e com o próximo, uma não pode ser maior que a outra porque as duas andam juntas. A justiça para com Deus chama-se “virtude de religião”.

Somos justos com o próximo quando respeitamos seus direitos e vivendo uma convivência harmônica.

 A fortaleza é a virtude pela qual nós temos segurança nas dificuldades, conseguimos suportar provações e perseguições, nos mantemos firmes e constantes na procura pelo bem, resistimos as tentações e superamos os obstáculos da vida.

Jesus disse: “No mundo tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33)

A temperança é a virtude que modera nossa atração pelos prazeres deste mundo e procura o equilíbrio. Padre Paulo Ricardo explica que se chama temperança porque vem da palavra ‘’tempero’’, o qual deve ser moderado: ninguém gosta de comidas sem sal, e nem com muito sal, existe um certo ‘’limite’’. Essa virtude nos ajuda a dominar nossas vontades e instintos e não seguir as paixões. Resumindo: nos leva a um caminho de auto-domínio.

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