Salve Maria Santíssima!
Em algum momento da caminhada todas as pessoas se deparam com a seguinte pergunta: “Qual a minha vocação?”. E essa pergunta ressoa em nós, nos questiona e nos coloca em confronto com nós mesmos.
Por ansiedade e muitas outras coisas há nos jovens esse desejo de descobrir logo qual rumo sua vida traçará. Mas antes de descobrirmos a vocaçaõ específica devemos purificar a nossa intenção de descobrí-la e entender melhor seu objetivo.
Nossa intenção de saber a vocação não deve ser a curiosidade, mas o desejo de amar. O sentido da nossa vocação é sermos plenos, claro. Mas nós só o somos quando amamos, louvamos e servimos a Deus, essa é a “causa final” de nossas vidas.
Vocação não é buscar o mais fácil, se engana e é frustrado quem pensa assim. Ela deve ser para nós um constante chamado a conversão, a sair do egoísmo e começar e me doar e entregar-me sem limites. E se você não começar a se doar e entregar por inteiro desde já, muito menos se entregará depois.
Antes de descobrir a vocação específica é preciso buscar corresponder à nossa vocação primeira, que é a santidade. Se desde já você não começar a se doar e servir, seja pai de uma comunidade ou pai de família, você será um mau pai.
“A santidade “grande” está em cumprir os “deveres pequenos” de cada instante.” São Josemaría Escriva-Caminho, 817
Aonde estamos sempre teremos um chamado. Por exemplo: se sou estudante e moro na casa de meus pais, sei bem que meu dever é cumprir minhas responsabilidades com minha casa, com meus estudos, com minha família e com Deus. Amar, amar e servir! Quando começamos a viver assim fica mais fácil compreender nossa vocação. Quanto mais você amar e se doar tanto mais claro será seu caminho para discernir a vocação,
O Papa Francisco na Exortação Apostólica Christus Vivit deu aos jovens direções muito claras e coerentes de como fazer isso. O Papa orienta a não questionar-se em qual vocação você teria mais prazer, mas: “Como posso servir melhor e ser mais útil? Qual o meu lugar nesta Terra? O que eu poderia oferecer a sociedade?”. Diz muito sabiamente também que essas perguntas não tem e nem devem ter de ser tanto em relação a si mesmo, mas em relação aos outros. Justamente por que nós somos para os outros, e quem nega isso vive uma vida fútil.
Não podemos ser egoístas ao tentar descobrir nossa vocação, mas se nossa vida for uma vida egoísta será dificil -para não dizer impossível- não o ser. Nessa hora, devemos ser concretos, e não nos afundarmos em nós mesmos, isso só irá piorar. Cristo não nos chama estarmos presos em nós mesmos, mas em nos renunciarmos e tomarmos nossa Cruz, Ele nos disse que quem quiser ganhar sua vida irá perdê-la (Lc 9, 23-26)
Espero ter ajudado. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
Foto de capa: Vatican News Brasil