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A Sexualidade e o Amor Humano

Ao contrário do que muitos pensam, a sexualidade não está relacionada apenas ao ato sexual entre os casados. A sexualidade envolve toda a personalidade do ser humano; é um modo de ser, de se manifestar, de se comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano.

Podemos observar com clareza que a sexualidade caracteriza o homem e a mulher distintamente, tanto no plano físico como no psicológico e espiritual. A mulher é feminina, notamos isso pela sua doce voz, sua meiguice, seu charme e delicadeza; enquanto que o homem é masculino, com sua coragem, força, liderança e virilidade. Esta diversidade tem como fim a complementaridade dos dois sexos, o que permite responder plenamente ao desígnio de Deus conforme a vocação à qual cada um é chamado.

Quando nos referimos a comunhão de amor dos cônjuges, ou seja, o ato sexual que legitima o matrimônio, estamos falando da genitalidade. Se a finalidade da genitalidade não for a procriação e a união, ela perde o seu sentido, dá lugar ao egoísmo e é uma desordem moral.

“Pela sua própria natureza, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados à procriação e à educação dos filhos, que constituem o ponto alto da sua missão e a sua coroa” (CIC 1652).

Ao criar nossa humanidade de homens e mulheres, Deus inscreve em nós a vocação para o amor e para a comunhão. Portanto, a sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor que é o único a torná-la verdadeiramente humana. É no amor desinteressado que se manifesta a maturidade de nossos afetos.

“Compreendi que, sem o amor, todas as obras são nada, mesmo as mais brilhantes” (Santa Teresinha do Menino Jesus).

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