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A Missão do Divino Espírito Santo em nós

Na leitura dos Atos dos Apóstolos e das epístolas, podemos observar que São Paulo se refere ao Espírito Santo com diversas designações. Duas delas nos ajudam a compreender Sua unidade na Santíssima Trindade: Espírito de Deus e Espírito de Cristo. O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (CIC 684).

O Espírito de Deus é o Amor pelo qual o Pai tudo criou no princípio da criação e continua a recriar — na ordem da graça — os corações humanos, tirando-os do caos do pecado e reconduzindo-os pelo caminho do bem e da verdade.

“Verdadeiramente és admirável, ó Verbo de Deus, no Espírito Santo, fazendo com que ele se infunda de tal modo na alma, que ela se una a Deus, conheça a Deus, e em nada se alegre fora de Deus” (Santa Maria Madalena de Pazzi).

Como bem sabemos, Cristo é a cabeça e a Igreja são os membros do seu Corpo Místico. O Espírito é a alma do Corpo de Cristo, que constrói, anima e santifica a Igreja. É com o Espírito de Cristo, inspirados por Ele, que temos sabedoria e fortaleza para viver nossa realidade, nos colocando a todo momento na presença de Deus para testemunhar Jesus.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 686, nos diz que o Espírito Santo age juntamente com o Pai e o Filho, desde o princípio até à consumação do desígnio da nossa salvação.

Tal como o Filho, o Espírito Santo cumpre a missão de ser o nosso sustentáculo, firmando-nos na fé; o nosso advogado e intercessor, tornando-nos gratos a Deus Pai; e, por fim, o nosso consolador, afrouxando os laços que nos prendem aos bens temporais e inspirando-nos o desejo das coisas eternas.

“O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo” (São Leão Magno).

Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, adorado e glorificado com o Pai e o Filho. (CIC 685).

Rezemos com a Beata Helena Guerra:

“Ó Espírito Santo, que transformastes os corações frios e medrosos em corações abrasados de amor e cheios de coragem, operai em mim o que operaste em Pentecostes: iluminai, abrasai, fortificai esta alma e disponde-a a retribuir ao seu Deus, amor por amor. E este amor consista em obras santas, em férvida devoção, em generoso sacrifício, amor como o que abrasou os apóstolos no Cenáculo. Amém!”

Referências:
1. Equipe CNP
2. Catecismo da Igreja Católica
3. cançãonova.com

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