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A Maturidade independe da Idade

Olá juventude, Salve Maria!

Santo Agostinho de Hipona disse certa vez: “Nossa vida é uma peregrinação. E, como tal, está cheia de tentações. Porém nossa maturidade se forja nas tentações.”.

De forma muito primaria, constata-se dessa frase, que as nossas tentações nos permitem amadurecer. Sim, pois o homem maduro sabe que não é a quantidade de anos que já se viveu que define o quão maduro ele é, mas que a idade independe a maturidade. Esta não está presa no Cronos, mas, no que possa transformar.

Se comparar-nos o processo de maturação de um fruto, com o processo da vida humana, percebemos que o fruto nasce, cresce, é “verde” por um tempo e se nenhum evento exterior mudar o curso de sua existência ele matura e se não for colhido morre, e muitos depois de mortos geram vida.

Para nós deve ser da mesma forma: nascemos, e durante a nossa infância somos “verdes”, e começamos a amadurecer sem nunca parar. Dom

Rafael Llano Ciffuentes em seu livro “A maturidade” nos dá três indicativos do porquê não amadurecemos:

Primeiro:

Porque somos capazes de assimilar nossas experiencias de vida, dessa forma não usamos o que vivemos para melhorar e fortalecer a nossa personalidade, então permanecemos crianças.

Segundo:

Não somos capazes de transformar nossos traumas em salutares, ou seja, as experiencias que nos ferem, o que para um maduro, devem se tornar aprendizado e sabedoria, e não muletas ou desculpas para lamentações.

Por último:

Por que não vence a si mesmo, nem controla seus impulsos, nem deixa de ser um narcisista e egoísta, que vive somente por impulso cumprindo a própria vontade.

A maturidade deve chegar para todos nós. Quando Cristo disse que se deve ter alma de criança para alcançar o céu não estava falando sobre ser infantil para sempre. Como cristãos bem formados, devemos no mínimo corresponder com maturidade de sua idade cronológica, porem se pudermos ser mais maduros, melhor.

As Sagradas Escrituras nos dizem sobre atingir a maturidade de Cristo: “… até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.” (Ef. 4,13). Devemos ser maduros humanamente, intelectualmente e espiritualmente: sair da nossa comodidade e passarmos a ter uma vida espiritual madura e responsável.

O próprio catecismo nos aponta isso:

“Se, as vezes, se fala da confirmação como o “sacramento da maturidade cristã, nem por isso se deve confundir a idade adulta da fé com a idade adulta do crescimento natural, nem esquecer que a graça batismal é uma graça de eleição gratuita e imerecida, que não precisa de “ratificação” para se tornar efetiva. Santo Tomás recorda isto: “A idade do corpo não constitui um prejuízo para a alma. Assim, mesmo na infância, o homem pode receber a perfeição da idade espiritual da qual fala o livro da sabedoria (4,8): “velhice venerável não é de uma longa duração e nem se mede pelo número de anos”. Assim é que muitas crianças, graças a força do Espírito Santo que haviam recebido, lutaram corajosamente, e até o sangue, por Cristo”.”.

A maturidade ajuda a ser um cristão melhor, a juventude passa e é bom que passe, imagine só uma senhora de 85 anos que se vista, fale e se comporte como uma menina de 12 anos. Seria no mínimo esquisito, não é mesmo?

Pois bem, porquê então queremos ser eternos jovens, falando, nos vestindo, nos comportando e tomando conta de nossas almas como crianças.

Cresçamos, sejamos maduros, sejamos grandes, a exemplo os jovens mártires, por mais novos que fossem, foram maduros o suficiente para assumir e viver a verdade de Cristo.

Que o Espírito Santo ilumine nossos caminhos!

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