Salve Maria, jovens! Seguiremos para a nossa terceira aula sobre a “Virtude da Castidade”
São Henry Newman – que foi canonizado este ano – nos diz que “A pureza prepara a alma para o amor, e o amor confirma a alma na pureza”.
⠀
O que é a vida espiritual se não a ligação íntima com o Amor e a desconexão com as obras do mundo? A pureza é então a preparação para a vida espiritual.
É claro que a castidade não é tudo, mas sem ela, ficamos sem a chave para entrar na vida espiritual.
Devemos fugir da realidade de “Puro como os anjos, orgulhoso como os demônios”. A castidade gera um coração que ama, serve e se consome em amor.
⠀
Não devemos pois ter medo nem vergonha de testemunharmos uma vida casta, sendo assim, Deus também se mostra Misericordioso a nós. Santa Teresa D’Ávila nos ensina que Deus se dá por inteiro àqueles que se dão por inteiro a Ele: sem obstáculos e sem desvios.
⠀
A vida interior é desviada quando há máscaras na nossa relação com Deus, sendo assim, não devemos também usar máscaras para testemunharmos Seu Amor e castidade.
A oração é uma relação direta com Deus, mas na maioria das vezes, o que nos impede de chegar até Ele, somos nós mesmos, portanto, a vivencia da castidade, que é um exercício do controle de nós mesmos, ajuda a diminuir essa distância causada pela nossa humanidade ferida, logo entendemos que a vivência da castidade é uma resposta de amor, para aquele que nos amou primeiro.
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jr 33,3)
“Quando uma alma goza da presença amorosa de Deus, todas as dores, os desprezos e os maus tratos, em vez de afligirem, consolam, pois são motivos para oferecer a Deus alguma prova de seu amor”
Santo Afonso Maria de Ligório