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Um Matrimônio casto e frutífero

Todos nós sabemos que é necessário a vivência da castidade durante o namoro e noivado; é após estes processos que o Sacramento do Matrimônio pode ser consumado na relação sexual. Porém, o que muitos não sabem é que além de viver a castidade neste tempo, somos chamados a vivê-la durante toda a nossa vida, inclusive dentro do matrimônio.

Mas, por que viver a castidade dentro do casamento sendo que é permitida a relação sexual entre os esposos?

Bem, o plano original de Deus para os vocacionados ao matrimônio exige que o ato sexual seja para a procriação e não somente prazerosa. Portanto, viver a castidade no casamento é realizar este ato de amor tendo o firme desejo de gerar outra vida.

“O sexo não é uma realidade vergonhosa, mas uma dádiva divina que se orienta limpamente para a vida, para o amor e para a fecundidade” (São Josemaria Escrivá).

A fecundidade do homem e da mulher, é um dom divino. Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus (cf. CIC 2367). Deus dá aos casais a graça de poder gerar Seus filhos e criá-los e educá-los à santidade. Viver a castidade durante o matrimônio é renunciar, com humildade, os próprios desejos e prazeres para que se cumpra a vontade de Deus:

“Sede, pois, fecundos e multiplicai-vos, e espalhai-vos sobre a terra abundantemente” (Gn 9,7).

São João Crisóstomo, em sua Homilia 12, nos fala a respeito da geração da vida: “a mulher recebe a semente do homem com rico prazer, e dentro dela a semente é nutrida, amada e refinada. Mistura-se à própria substância da esposa e, então, a esposa a traz ao mundo como uma criança! A criança é uma ponte que une a mãe ao pai, de forma que os três se tornam uma só carne…”.

São Luís e Santa Zélia Martin são um casal que nos inspira nesta vivência verdadeira do matrimônio. Ao se casarem, Zélia não sabia o que era uma relação sexual, São Luís quem revelou isto a ela; por este motivo, preferiram viver sem concretizar este ato e assim permaneceram por um bom tempo. Em determinado momento, um padre instruiu-os para que pudessem viver o matrimônio como deve ser vivido: casto e frutífero. Com a graça de Deus se abriram à vida e tiveram nove filhos, dentre eles Santa Teresa de Lisieux. Que belo exemplo este santo casal nos dá!

Rezemos a esses Santos de Deus e peçamos a graça de sermos santos em nossa vida matrimonial, vivendo a castidade e total abertura à vida:

“Ó São Luís e Santa Zélia Martin, piedosos pais e amorosos esposos, tivestes como pilares de vossa família o amor a Deus, a confiança na Divina Providência e a conformação à vontade divina. Santificastes a vida diária, ensinando-nos que é possível ser virtuoso no lar. Fostes agraciados com nove filhos, educando-os para a eternidade, e especialmente abençoados por gerarem Santa Teresinha do Menino Jesus, Acolhei-nos também como filhos, São Luís e Santa Zélia, e instruí-nos a uma vida caridosa para que possamos aceitar todos os instantes como oportunidades de santificação. Amém”.

Oração escrita pela MBC.

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