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Marcelo Henrique Câmara e o Amor ao Serviço

Ser bom não é fazer grandes feitos! Ser bom é amar a Cristo e a amá-lo em todas as almas e ocasiões que por aí encontrar. Nesse artigo meditaremos um pouco sobre a vida de Marcelo Câmara: o jovem brasileiro que encontrou e serviu a Cristo na vida cotidiana.

Marcelo Henrique Câmara foi um jovem leigo que morava em Florianópolis, formado em direito, professor da UFSC, promotor de justiça e, como todos nós, vocacionado a santidade. Aos dez anos de idade Marcelo lidou com sua primeira cruz: o divórcio de seus pais. A partir dai, o garoto amadureceu muito rápido, se sentia responsável pela vida da mãe e do irmão mais novo. 

No início do estudo superior Marcelo foi convidado especialmente por Monsenhor Bianchini, Diretor Espiritual do Movimento Emaús, para participar de um retiro que aconteceria em um final de semana. Marcelo não tinha praticamente vivência nenhuma com Cristo, participava da Santa Missa eventualmente. Nesse retiro, assim como São Paulo, Marcelo “caiu em si” (cf. Atos 9, 1-5), e percebeu que estava errado quanto a sua vivência. Foi aí que o jovem se abriu a conversão.

Agora, apaixonado por Jesus, Marcelo começa a doar sua vida pelas almas. Unindo sua inteligência com o amor ao ensino, Marcelo toma para si a responsabilidade de orientador dos jovens e catequista, sempre com muita alegria e serenidade.

Durante sua caminhada, o jovem encontrou convicção no amor a Jesus Eucarístico e na espiritualidade do Opus Dei, Obra fundada por São Josemaria Escrivá que prega de forma especial a santificação através trabalho profissional e dos deveres cotidianos. Essas duas bases fizeram de Marcelo um verdadeiro mensageiro de Cristo, levava o nome da Igreja até mesmo em discussões acadêmicas e tinha Jesus como a pessoa mais importante em sua vida.

Aos vinte quatro aos de idade, Marcelo foi diagnosticado com leucemia: doença que surge a partir do crescimento descontrolado dos glóbulos brancos no sangue. O rapaz lidou muito serenamente com o diagnóstico e até servia de apoio para aqueles que sofriam por causa de sua doença. Em vez de estar desconsolado foi consolar aqueles que estavam.

Mesmo batalhando arduamente contra a leucemia, Marcelo não deixou de cumprir suas obrigações e responsabilidades, tinha seu coração unido ao de Jesus e olhos fixos no servir. Há relatos que contam episódios de muito amor na vida de Marcelo pós descobrimento da doença: estudou para um concurso público direto do quarto aonde estava internado, realizou provas exaustivas tendo que muitas vezes usar muletas, cadeira de rodas e até mesmo ser carregado. Mas, um ato que chamou muito a atenção de todos que por ele possuem admiração, foi o heroísmo de palestrar no curso do Movimento de Emaús mesmo sentindo muitas dores. Marcelo falava da entrega de Jesus na Eucaristia, e era visível que ele vivia o que pregava.

De fato, não há possibilidade de santidade para aqueles que não se entregam ao serviço de Cristo. O jovem Marcelo não fez grandes feitos como outros santos que converteram povos e evangelizaram nações. Ele, assim como os servos bons na Parábola dos Talentos (cf. Mat 25, 14-30) foi fiel e se encarregou de cuidar e frutificaros talentos que a ele, por Deus foram confiados.

Mas, de onde vem a força que Marcelo usou para tudo isso realizar? É importante saber que o auxílio divino vem para aqueles reconhecem sua miséria e pedem cheios de sede e confiança, a graça de amarem. O verdadeiro Amor se manifesta e amadurece em atos concretos, ou seja, no serviço. 

Em uma entrevista a mãe de Marcelo, Leatrice Pavan, relata que sonhou com o rapaz um ano após seu falecimento. Ela disse que Marcelo caminhava a seu encontro em um lugar muito bonito e quando com ela se encontrou, disse:

“Mãe, eu consegui! Agora eu sou santo.”

Tudo, absolutamente tudo se resume no amor! O Jovem Servo de Deus encontrou uma maneira de agradar ao Senhor na simples vida com que foi presenteado. Que possamos viver assim como Marcelo, uma vida de entrega, uma vida feliz que leva a alegria de Cristo para as outras pessoas. Já dizia São Josemaria Escrivá:

“Não Esqueças que ás vezes, faz-nos falta ter ao lado caras sorridentes.” – Sulco, n. 63

Marcelo foi para os que estavam à sua volta essa “cara sorridente” que diz São Josemaria. Que possamos também, a seu exemplo, sermos sinais do Deus de Amor.

Conheça mais da vida do Marcelo, clicando aqui.

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1 comentário

  1. Não conhecia a história desse jovem, e como eu gostaria que meus 2 jovens , José e Samuel José, se tornassem jovens santos, que Deus os cure das ansiedades em que se encontram e os façam voltarem para o serviço da Igreja , servindo a Deus com alegria, que o Marcelinho interceda por eles..

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