Nos tempos modernos muito escutamos sobre o amor e sobre amar. Mas, será que o amor é realmente o que o homem tem demonstrado? Você já pensou no que consiste o amor verdadeiro? Nesta formação, vamos mergulhar nas meditações de São João Paulo II para responder essa dúvida e descobrir o que devemos fazer para viver esse amor.
Somente quando o amor é virtuoso ele merece ser chamado de amor. Por isso, o oposto de amar é usar o outro para a própria satisfação. Para que possamos deixar de usar o outro e amá-lo, a castidade e a modéstia nos sãos necessárias. Estas, por sua vez, não devem ser vistas como proibições, mas como virtudes que libertam as pessoas da atitude egoísta de usar, tornando-as capazes de amar.
“Somente uma mulher casta e um homem casto são capazes de amor verdadeiro” (São João Paulo II).
A Castidade é uma virtude e não um voto secreto ou uma escolha que posso ou não fazer, é um mandamento do próprio Deus que nos chama a Santidade. A virtude da castidade comporta a integridade da pessoa e a doação integral, e só pode ser entendida através da caridade.
A pessoa verdadeiramente casta é capaz de dirigir o desejo erótico para o “verdadeiro, bom e belo de modo que aquilo que é ‘erótico’ se torna também verdadeiro, bom e belo” (TdC 48,1).
A falta de modéstia, por sua vez, obscurece o valor da pessoa. A modéstia não consiste em esconder o corpo, mas em revelar o valor. Trata-se de um convite à contemplação. Ela esconde certas áreas do corpo não porque sejam ruins, mas para convidar os outros a descobrirem o valor pleno da pessoa, abrindo desse modo um caminho para o amor verdadeiro que não se fixa nas exterioridades.
“Observando a modéstia, edificamos sumamente os outros e os estimulamos à prática da virtude” (Santo Afonso Maria de Ligório).
Irmãos, amar não é usar o outro da maneira que nos convém. Dizer “eu te amo” não pode basear-se no sentimentalismo! O amor verdadeiro não é um “conto de fadas”, onde tudo é maravilhoso; ele exige de nós o sacrifício diário de não viver pela nossa vontade, é a conquista do domínio de si. Que vivendo casta e modestamente possamos oferecer ao outro este amor verdadeiro, bom e belo.
“Quando um homem e uma mulher se unem pelo amor verdadeiro, cada qual assume o destino, o futuro, do outro como o seu próprio” (São João Paulo II).
Referências:
[1] “São João Paulo O Grande” (Jason Evert);
[2] CIC 2337/8;
[3] “Teologia do Corpo para iniciantes” (Christopher West)