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Seis meios para não sucumbir às tentações contra a castidade

Salve Maria Virgem das virgens!

 

A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, pois ela procura fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. Ou seja, coloca o olhar do homem voltado para um ideal mais alto e sublime que o prazer: a verdadeira doação de si, que só é possível através de um amor benevolente que não busca seus próprios interesses, mas o bem do ser amado.  E qual o maior Bem senão Deus?

Neste artigo traremos 6 dicas preciosas para não cair nas tentações contra a castidade, dicas extraídas do livro Escola da Perfeição Cristã de Edouard Saint-Omer:

“Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando os meios que te vou indicar, e não sucumbirás”

 

 O primeiro meio é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: “Antes de me haver humilhado, eu pequei” (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos preserve desse vício.

 

 O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto a coisa melhor será invocar imediatamente os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: “Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender”. Peça-se socorro, dizendo: “Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me”. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.

 

O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações “Uma tentação revelada já está meio vencida”, diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso. São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.

A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de ‘Vinho gerador de Virgens’ (Zac 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.

 

O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!

 

O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecl 33, 21): “A ociosidade ensina muita coisa má”, isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernardo, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico (Ep. ad Rust., 2) que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. “Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles”, diz São Boaventura.

 

O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fuga das ocasiões perigosas, etc.

Que Deus nos abençoe e nos conserve puros!

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

 

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