Jesus nos deixou uma difícil missão: “amar o inimigo” (Mt 5, 44).
O mundo nos ensina que devemos revidar, não levar desaforo pra casa, sempre buscar revanche pelo que nos fizeram de mal ou pagar com a mesma moeda, já Jesus nos ensina exatamente o contrário, ou seja, retribuir o mal com o bem.
Esta é umas das práticas mais difíceis para os homens, pois como de uma maneira automática, retribuímos o que recebemos com a mesma moeda.
Todas as vezes que vemos a violência agindo, podemos perceber que essa prática não leva a paz nem a felicidade. Buscar revidar é se colocar nos mesmo nível do agressor. Podemos dizer então que passamos a ser igual à ele, agindo da mesma maneira.
Assim, deixamos a força do inimigo ser o único agente em nós e abafamos os ensinamentos de Jesus.
“Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu porém, vos digo: Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelo que vos maltratam e perseguem” (Mt 5, 43-44).
Não podemos nos dizer cristãos autênticos sem a prática do perdão. Jesus proíbe qualquer manifestação de ira raivosa, desejo de vingança ou represália. Jesus veio nos ensinar que somos todos irmão, filhos do mesmo Pai.
Mas como combater a ira raivosa?
Para destruir a ação do inimigo na ira, temos a prática da caridade e do perdão como um remédio contra esse mal. Jesus deu o maior exemplo de perdão se entregando dolorosamente na cruz pelas nossas faltas, e sabemos que Ele perdoou seus algozes.
Não é fácil perdoar aqueles que nos fizeram mal, porque nós clamamos justiça. Por isso reconhecemos que é preciso uma força divina como Santo Agostinho diz: “O que é impossível a natureza, é possível pela graça”.
Somente pela graça e pela força de Deus, podemos cumprir esta missão que Jesus nos deixou.